Terça-feira, Junho 23, 2009

Mais um como todos os outros tem sido: Triste.



Where is the love?

Não sei qual o pior dos pecados. Cada erro que cometemos acarreta prejuízos para terceiros. Escolher viver a história errada magoa a mim, e aos outros também. Odeio quando não consigo conter a ira. Porque depois da ira vem outro, e outro, e outro pecado. E outro, e outro, e outro prejuízo a terceiros.

O que me faz matar? Ira contra o outro? Ira contra tudo o que vejo? Ira contra o que não sou? Ira contra o que não tenho? Ira contra o que o outro tem?

Não consigo suportar quando estou perdida na minha ira. 

Condenar? Somente a mim mesma. Aos outros? 
Advertência sempre. E atitudes sem o mínimo de ira.

Ter a mente fixa no que se quer obter. E ter bons objetivos. Não há atitude melhor para se ter.

Não vejo saída para o Oriente. Cristãos, Judeus, e Palestinos. Por que não há de chegar o dia em que todos falem a mesma lingua? Que seja a universal lingua do amor. Da fraternidade. Da compreensão.

Ver Neda caída no chão. Que era ela? Muçulmana¿ Judia? Ocidental? Oriental? Cheia? Vazia? Quem era aquela moça caída no chão? Pelo que ela lutava? Eu só pude ver o corpo humano sem vida no chão. E isso doeu. Ver seus olhos abertos sem vida. O sangue a escorrer pelo nariz e saltar pela boca. Que triste!

Uma vida perdida. Uma vida.

Os senhores da guerra assim que viram aquele corpo no chão saíram a gritar "Abaixo o ditador". Sim, abaixo o ditador. Mas, e os gritos pela vida perdida? "Abaixo qualquer morte. Que nenhum morra pela minha mão." Quem disse isso? Sem soldados não existem guerras.

Por que se deixar manipular por qualquer ideologia que fale em guerras? Lutar por qual motivo? 
Sempre haverá uma guerra a ganhar. Sempre haverá um "motivo justo" para se irar. Mas, sem a ira não existirá o corpo no chão sem vida.

Neda, eu te peço perdão por todos os meus momentos de ira. Porque se somos todos corpo de um só espírito. Se somos todos frutos de um mesmo desejo de vencer. Teu sangue tambem escorre pelas minhas mãos. Que triste!

O presidente que resiste à guerra e que resiste à ira, este é o presidente do meu coração. E que os outros sigam cegos em sua jornada fria. Sangrenta. Dizendo a todo o momento: Eu nada tenho com isso. Só luto pelo certo. Pelo Justo.

Que digam isto. Que repitam à exaustão. Porque é assim que se faz uma ideologia parecer verdade absoluta. Repete-se eternamente a mentira, e um dia ela terá aparência de verdade.


Quinta-feira, Junho 11, 2009

Odeio os momentos em que não consigo mais achar divertido viver.


É chato perceber o giro completo. Acontece quando saímos de casa, saudáveis e esperançosos e retornamos ao mesmo ponto. Infelizmente sem esperança alguma.

Para certos lados não deveríamos voltar a cabeça, os olhos. Certos aspectos deveriam ser ignorados. Sempre. O sentido que buscamos da vida... Pode apenas ser coisa que não existe. 

Pode ser que seja a vida um eterno caminho sem fim.

Tudo apenas uma mentira...
Bonita.

Quarta-feira, Maio 27, 2009

Talvez seja o tempo de dormir novamente...


Por que me sinto cada vez mais fraca? Por que me sinto cada vez mais doente? Por que não sou capaz de encontrar brilho nos meus olhos? Por que me sinto cada vez mais triste?

Estou perdendo as esperanças. E isto é triste. Jamais imaginei que pudesse acontecer exatamente comigo. Nada do que eu faço está certo. Tudo o que eu faço está errado. Não quero ver por aí um mundo cheio de pessoas imbecis, mas não sou eu quem irá ridicularizá-las.

Não sou criança. Minha existência não consegue ser feliz em mundo bipolar. Não tenho inimigos. Mesmo que alguns me tenham como inimiga, não tenho inimigos. Para todo lado que eu olho só vejo UM.

E não entendo que assim não seja. Apenas uma terra, apenas um sol, um único e mesmo céu. E nós, os conquistadores, brigando.

Se só há UM, não há porque lutar. Mas, eles não veem assim. Parece que o mundo está sofrendo de uma doença auto imune.

Mão brigando contra mão. Pé chutando pé. Coração contra coração. E tudo em nome do amor. Do amor e da razão. Ninguém luta em nome do ódio. 

Pergunte ao teu irmão que te ofende se ele serve ao ódio. Certamente responderá que não. Pergunte se o que o move é a ignorância. Responderá de modo veemente: NÃO.

Tudo em nome do amor e da razão.

E por isso é que estou sofrendo. Não gosto de ser massa de concreto. Não gostaria de passar por este mundo e permitir que o mal que há nele se concretize em mim. 

E em alguns momentos parece ser isso que está acontecendo.

Não saber se sou forte o suficiente faz com que eu me sinta cada vez mais fraca. Não acredito que mais uma luta ajudará a obter a paz. Recuso-me a lutar. Não serei mais uma a lutar em nome do amor e em nome da razão.

Mas, não quero ser omissa.

É por isso que permito que seja livre o verbo que habita em mim. Não há bandeira sobre a minha cabeça. Não sirvo sob as ordens de nenhum general. 

O amor existe, e ele habita em mim. E é por isso que em alguns momentos eu pareço tão tola, solitária, e desprezada.

Terça-feira, Maio 26, 2009

Se assim permitirem, dormirei novamente...


Já é tarde... E eu deveria estar dormindo.

Existem aqueles que acreditam em promessas, e existem aqueles que não. Eu me encontro no segundo grupo. Talvez por isso para mim tudo seja tão difícil. Não acredito que alguém possa cumprir tudo aquilo que promete. Porque eu não consigo cumprir aquilo que prometo para mim mesma.

Se eu fosse cumpridora das minhas promessas, há tempos não estaria mais aqui. Acredito que tudo seja desperdício de tempo. Encontrarão alguma maneira para que as coisas deem errado. 

Se eu fosse cumprir cada uma das promessas feitas a mim mesma, não brigaria com sequer um novamente. E hoje eu me irritei com alguém que jamais gostaria. E tudo por nada. Coisas da minha mente. Descrença de que tudo pode ser perfeito apesar de saber que tudo é perfeito independente da minha vontade.

Gostaria de ter o poder de curar as feridas que por mim foram abertas. Gostaria de poder fazer cessar a desconfiança por mim fomentada. Gostaria de poder voltar no tempo e mudar qualquer coisa errada que eu tenha feito. Principalmente se algum dano tiver se produzido em terceiros.

Não vou dizer que seja impossível. Para mim, é impossível. 

Uma frase que eu não esqueço é uma que me acusou de ser pessoa que beijava todo mundo. Não sou leviana. Mas, não consigo fazer passar esse sentimento ruim enquanto não vejo aquele que eu magoei sorrindo novamente. Mesmo se eu tiver de beijar a sua boca.

Sei que o riso é capaz de curar feridas. Feridas da alma, da mente, e do coração. Aí quando eu erro, eu conto uma piada. Sou capaz de permitir até que o outro me ofenda se isso fizer com que ele se sinta bem.

De mim, ninguém precisa ter medo. Sou exatamente como me mostro. Fraca, gentil, fechada, ilhada. Mas, é verdade o que digo. Sempre ao meu lado tem um leão e uma serpente. Prontos a atacar quando se sentem ameaçados. E eu no meio tentando controlar ambos.

Talvez não seja tão fraca, ou talvez seja a minha fraqueza o que me faz forte. Porque quando me sinto fraca solto sobre as pernas alheias o meu leão, ou a serpente. E pensando bem...

Isso não está certo.

Farei mais uma das promessas e espero que esta não seja quebrada. Para atacar novamente, somente se antes eu for atacada. Contudo, a falta de confiança em mim mesma que gera uma falta de confiança no mundo faz com que eu antecipadamente amaldiçoe sob pena de morte o clã inteiro daquele que me fizer pensar em descumprir minha promessa.

Que sobre este recaia a ira do leão e também da serpente. Em mim não há como crer, não há como confiar. É com a tua cooperação que estou contando. Confio em ti. Porque sei que se você permitir eu poderei descansar.



Terça-feira, Maio 05, 2009

Não sou assim tão fofinha




Eu não quero me animar. Não estou com ânimo para me sentir feliz. O mundo é lindo e as pessoas também. Não há nada que não aconteça segundo uma forma perfeita e previamente planejada. Mas, eu estou com vontade de discordar. Estou com vontade de enfiar uma faca no peito e fazê-lo sangrar infinitamente. 

O mundo é perfeito. Eu, não.

Ânimo, garota.

Meu pai resolveu de ter um asno como animal de estimação. Não era fêmea, mas se chamava Garota. Poderia ter escolhido um cachorro daqueles que adoram abanar o rabinho. Poderia ter escolhido um gatinho daqueles que é só ronronar. Poderia até ter escolhido um macaco, um tigre, ou uma tartaruga. Com o macaco aprenderíamos sobre nossos ancestrais. Com o tigre aprenderíamos que cabeça não é para usar chapéu. E com a tartaruga aprenderíamos que o mundo se move de acordo com a perspectiva usada. Mas, não. Papai queria um asno. E escolheu um daqueles por demais empacados. 

Lembro-me que certo dia papai levou o asno para pastar em um lugar com vegetação macia e água limpa. Andaram, e andaram, mas chegaram lá. Você já viu asno correndo? Pois parece que o bichano ficou tão feliz que resolveu correr por todo aquele campo. Mas, chegou a hora de voltar para casa. Garota estava cansada. "Animo, garota", dizia meu pai. E nada. Tiveram de passar a noite naquele descampado vazio. Papai não teve coragem de deixá-la sozinha. 

Se tivesse sido comigo a história seria diferente. Teria deixado a burra lá.

Domingo, Maio 03, 2009

Dois momentos de incerteza



UM


Sempre foi você na sala escura. 

Sempre os mesmos olhos a me seguir. Sempre o mesmo eco no meu pensamento: Tuas palavras. Gostaria de poder te ferir com a mesma flecha com que me feristes. Gostaria de te tocar com a mesma sutileza com que me tocas. Odeio as tuas palavras sussurradas as minhas costas. Mais do que veneno a me possuir.

E eu aqui a indefesa. Motivo de minhas próprias chacotas. Indecisa até sobre as vestimentas. Sem saber se é para chorar, ou se é para sorrir. Lembra que já dei permissão para me possuir? Ainda não estou no ponto. Ainda renego incertezas. No momento em que não houver mais desconfianças. Sei que de ti me tornarei presa. Acabarás comigo, mais do que já está acabando.

Nas tuas garras estou presa. Debato-me, e debato-me tentando fugir. E os teus olhos me seguem por toda parte. Ainda não cansaram de me seguir. Em prantos almejo o dia da minha derrota. O dia em que você já não mais estiver aqui.

Sempre foi você na sala escura.






DOIS

Não sei se você percebe o que faz comigo. Não consigo acreditar que pense no meu bem. Eu passo o dia inteiro agoniada esperando um momento somente para te escrever. É a única coisa que me é permitido. Sem face, sem toque, sem compreensão. Mas, a paixão é avassaladora. E também as dúvidas.

Engraçado dizer que eu sou inconstante. Quem mais concordaria em prosseguir assim? Somente um insano. E por isso tenho dúvidas sobre a minha capacidade de discernimento. Se você me amasse, libertar-me-ia. Teria a coragem de dizer que foi tudo engano. Ou então não me diria sequer mais uma palavra. Eu me decepcionaria. E seguiria adiante. E por tudo isto tenho a certeza de que não me amas.

Dói. Dói tão forte. Dor que nunca senti antes. Queima. E sai arrasando com tudo que há dentro de mim. Sentir-me-ia mais confortada se soubesse que te diverte. Que te causa prazer. Quem ama só quer o bem do objeto do seu amor. Por isso me preocupo tanto com o que sentes. Estás feliz? Eu não. Por isso estou mais chorona. Sinto-me a pessoa mais desprotegida do mundo.

Não há ninguém ao meu lado na noite fria. Não há ninguém em quem possa esquentar minha mão. Mas se te faz feliz, de certo modo, também me alegro. E então, vai me deixar partir? Ou vai continuar a beijar-me a boca.

Sábado, Maio 02, 2009

Blah, Blah, Blah...Eu te amo.


Medo e respeito se confundem, mas sequer possuem relação. Podem ser correlacionados, assim como um copo pode ser comparado a um avião. Se bem que no momento não me ocorra uma sentença em que possa ser feita tal comparação. 

Tenho medo de mim. Respeito ao outro. Seja lá quem for. Tenho medo somente de mim. Respeito somente ao outro. O por que de ser assim eu desconheço. Ao outro sempre se encaixará toda justificativa. Do outro não tenho como saber. E, sinceramente, sinto-me desconfortável em acusar. 

Já para mim não há como ser assim. Mentir para si mesmo é tarefa árdua e nem sempre conseguimos. Os princípios que carrego são fardo meu. E, ninguém os colocou sobre meus ombros. Jogá-los fora é me despedir de mim mesma. Deixarei de ser quem sou se deixar de ser o que sou. E não tenho a menor vontade de fazê-lo.

Quanto aos demais, nunca pedi que andassem comigo. Ao contrário, ao menor sinal de exaustão aviso logo que não me importarei em seguir sozinha o resto do caminho.